23 de maio de 2019

Conhecimento é fluxo de caixa

Uma empresa tem poder de barganha quando possui caixa. Quem tem o dinheiro está no controle, estabelece as regras e faz exigências.

Uma empresa com um fluxo de caixa altamente positivo faz melhores negócios com seus fornecedores por poder pagá-los à vista, e lucra mais em suas vendas por vender em vezes a seus clientes.

Caixa é uma senhora vantagem competitiva para uma empresa.

Para um indivíduo, o conhecimento é fluxo de caixa. Um profissional altamente qualificado faz escolhas. Sua competência superior o permite fazer exigências.

Quando o profissional possui alto conhecimento e reserva financeira pessoal (caixa), ele está, fazendo uso de uma frase popular, com a faca e o queijo na mão.

Alguém com conhecimento e caixa, pode esperar, pode abrir mão de oportunidades razoáveis momentâneas por grades conquistas futuras. A decisão tomada sem forte influência financeira é, com certeza, uma melhor decisão comparada àquela onde o fator dinheiro tinha grande peso.

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Conheço pessoas que perderam a chance de alavancar a carreira, abrindo mão hoje de ganhos passageiros por conquistas duradouras, por não possuírem uma reserva financeira que lhes ajudassem viver com dignidade em momentos de menores ganhos financeiros.

Quanto maior for o caixa de uma empresa, ou maior a reserva financeira de uma pessoa, por mais tempo ela poderá adiar o consumo, fazer melhores escolhas, e assim consumir mais e de maneira sustentável no futuro.

Num cenário ideal, o melhor momento para construir riqueza é na juventude: ainda se vive na casa dos pais sendo financeiramente dependente deles. As responsabilidades são poucas e, portanto pode se arriscar mais. Mas poucos são os jovens com esta consciência. Ao invés de aproveitar estes fatores positivos para alavancar a busca pela independência, investindo em educação e em ativos que geram rentabilidade composta, e assim criar gordura, tanto intelectual como financeira, que o permitirão barganhar e fazer as melhores escolhas; o que acontece é o consumo desenfreado, não planejado e mesmo irracional com superficialidades: carros, baladas, presentes, bebidas, festas.

De forma alguma estou aconselhando você a deixar de fazer todas estas coisas. Meu conselho é apenas não viver loucamente como se não houvesse amanhã, por que na verdade há (in memoriam ao Renato Russo), e suas escolhas de hoje irão definir como será o seu amanhã.

Muitos esperaram oportunidades, sinto lhe informar, mas elas não aparecem, elas devem ser conquistadas. A sorte é irmã gêmea da competência.

Muitos também esperam do governo, contam com ele e costumam o culpar na velhice por não conseguirem viver dignamente. Viva o hoje e planeje o amanhã de forma a não precisar de nada que venha do Estado. Assim você estará mais bem preparado, eu garanto.

Concluindo, o segredo é ter caixa, tanto financeiro como conhecimento.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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