23 de maio de 2019

Diligência: Transformando sonhos em realidade

objetivos e sonhos 150x150 Diligência: Transformando sonhos em realidadeHoje quero falar sobre diligência. Meu dicionário diz que diligência é presteza em fazer alguma coisa; zelo.

O sucesso não acontece por si só. Para alcançar o sucesso é preciso construí-lo. Não acredito em sorte ou azar, mas sim em pequenas atitudes que somadas uma a uma ao longo dos anos proporcionam uma mudança significativa e duradoura.

Defendo o planejamento sistemático e minucioso para qualquer objetivo que se tenha. Noto que aqueles que se dizem sem sorte na verdade são relapsos, descuidados com os afazeres, com a carreira, com a família, com os amigos e até mesmo com o dinheiro. Também falta visão. E visão é um conceito difícil de ser explicado. Às vezes ela é confundida com sonho, mas não é sonho, outras com objetivos, mas os objetivos são consequências da visão.

Visão é uma direção claramente definida. A visão é algo apaixonante, que lhe gere motivação e energia, que lhe faça levantar cedo com alegria. É impossível ser diligente sem uma visão clara de onde se quer chegar.

Visões criam missões. A missão é a maneira escolhida para se colocar a visão em ação. A missão é o que deve ser feito, o que efetivamente deve ser concretizado. Se você acessar a aba ‘sobre’ deste blog lerá que sua missão é Compartilhar textos e ideias sobre administração, educação, mercado de trabalho, economia e finanças com base em minha experiência profissional e pessoal contraposta às teorias filosóficas e acadêmicas. E ela existe para cumprir a visão que é Contribuir na formação de um cidadão brasileiro mais educado.

Ser diligente é ser persistente no alcance dos objetivos. É buscar a execução de uma atividade com a máxima eficiência, de maneira honesta, respeitando a ética vigente e também sua moral e a daqueles que trabalham em prol do mesmo objetivo.

Não é fácil ser diligente, pois somos preguiçosos. Talvez a preguiça seja inerente ao homem. Eu sou preguiçoso e tenho a tendência de procrastinar as coisas. Mas quando crio uma missão com base numa visão já levo em consideração minha preguiça ao planejar as atividades a serem executadas para cumprimento da missão, como sei que meu corpo e minha mente irão querer me ludibriar e me deixar na inercia, planejo o que tem que ser feito e cumpro.

No domingo costumo programar minha semana e conforme os dias vão seguindo vou realizando o que foi planejado. Muitas vezes tento arrumar desculpas para postergar algo: algumas vezes é o cansaço para não ir à academia, outra é a falta de inspiração para escrever. No trabalho, a desculpa é que tenho tempo, então posso deixar para depois a tarefa. Algumas vezes não sei quando o meu corpo e mente estão indispostos realmente ou quando é apenas uma tática do meu cérebro para permanecer na inércia. O que faço? Tento executar. Mesmo cansado vou à academia, se começo a atividade e realmente ela não flui, paro e vou para casa descansar, mas quase sempre o cansaço era apenas uma desculpa, logo que começo a atividade física meu corpo libera endorfina e eu fico animado. Quando isto não ocorre é sinal que realmente preciso de descanso.

Também a diligência é querer sempre melhorar. Quem tem como hábito correr sabe bem disso, sempre queremos um tempo menor em determinada distância. Se percorro 10k em determinado tempo numa prova, na próxima vou querer baixar este tempo nem que seja em apenas 5 segundos. É uma competição consigo mesmo. Superar-se é o lema.

A pessoa diligente não deve se contentar em ser o número dois, deve buscar sempre a excelência, sempre a busca é pelo primeiro posto. É claro que ser o número 1 não será algo fatídico, sempre haverá pessoas melhores nesta mesma atividade que você, mas a diligência é caracterizada pela busca constante, a melhoria contínua, o que os japoneses chamam de kaizen.

Quais as recompensas em ser diligente?

A primeira e mais importante é estar bem consigo mesmo. Ter a certeza que cumpriu a missão, que não teve uma visão e a deixou adormecida. Não sei se isto acontece com você, mas eu sempre que executo alguma coisa melhor do que havia feito antes me orgulho, fico contente e com mais vontade ainda de continuar melhorando. Aqui no blog é assim, às vezes escrevo um texto e digo para mim mesmo: este ficou meia boca. Já em outros penso comigo: que texto maravilhoso, adorei escrevê-lo.

Outro segredo da diligência é a admiração aos melhores. Na semana passada o Henrique lançou seu primeiro eBook – Alocação de Ativos. Fiquei feliz demais por participar do lançamento. Aprendi demais com o livro e ao lê-lo pensava comigo: Puts, eu sou um cara de sorte pois a maior fera do Brasil sobre o tema é meu amigo e me deu a honra de ler seu livro em primeira mão. Depois ainda tive o privilégio de ler no blog Valores Reais um post em forma de depoimento maravilhoso de outro amigo, o Guilherme. Um post carregado de bons sentimentos, um post com uma energia tão boa, tão positiva que me emocionou. Um post de alguém diligente.

Ser diligente lhe permite ser senhor da sua vida de forma holística. Todos querem trabalhar com pessoas que buscam a perfeição, que desejam melhorar sempre, que não se contentam com o mais ou menos. Uma pessoa diligente não procura emprego, mas as empresas a procuram lhe ofertando uma vaga.

Não destrua a visão de alguém

Uma das coisas mais frustrantes é ver alguém desdenhar de uma visão clara que temos. Nas empresas isto acontece com certa frequência. Sempre que um novo colaborador inicia suas atividades ele tem o privilégio de ainda não ter sido cegado pelo “foi sempre assim”. Problemas muitas vezes latentes que passam despercebidos pelos mais antigos são rapidamente notados pelo novato. O profissional chega com toda a energia, com uma garra imensa e tem visões claras de melhorias, mas tem seus projetos logo descartados pela gerência. Isto é muitas vezes um balde de água fria. Muitos daí para frente preferem ficar na média (e médio tem sua origem em medíocre), fazer o feijão com arroz e pronto. No serviço público vejo isto acontecer com bastante frequência.

O erro é organizacional? É cultural? Não importa. Ele existe e precisa ser corrigido. Empresas devem aproveitar a visão do novo colaborador para agregar valor à estrutura organizacional, superiores e colegas de mesmo nível hierárquico não devem ter medo do novo e do novato, devem somar forças para alavancar a organização rumo a um patamar mais elevado, aproveitando a visão ampliada do novo colaborador que logo estará míope como os demais funcionários.

O funcionário que chega também deve entender que as mudanças devem ser sugeridas aos poucos, o novo sempre assusta. Mudar dá trabalho, pois implica em ter que sair da zona de conforto, e como falei acima somos preguiçosos e tendemos naturalmente a inércia.

Concluindo

Ser diligente não leva ninguém a resultados fáceis. A caminhada é longa, passo a passo, e permanente. Sempre desconfie de fórmulas que prometem resultados fáceis. O sucesso é mais uma questão de transpiração do que de inspiração. Resultados são sempre proporcionais ao esforço despendido.

Uma atividade executada com diligência é a garantia para o sucesso.

Boa semana!


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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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