25 de junho de 2019

Entender sobre finanças é obrigação.

aposentados 150x150 Entender sobre finanças é obrigação.Conversei recentemente com uma amiga que disse não gostar de finanças. Eu respondi a ela que também não gosto. Ela se espantou: como se você escreve sobre o tema semanalmente? Respondi a ela que é uma necessidade entender a lógica do dinheiro, e que no começo eu não gostava realmente e com o tempo aprendi a gostar. Falei que é algo semelhante à prática de uma atividade física, no começo é obrigação, depois a gente toma gosto e se torna prazeroso.

O que quero alertar a você que está lendo este texto, e assim como muitos pode não gostar de finanças, é que nem tudo que precisamos fazer gostamos. Algumas coisas devemos fazer mesmo sem gostar.

É errado você simplesmente abdicar de entender o mínimo sobre planejamento financeiro e investimentos. É errado porque sua vida está ligada o tempo todo às finanças. Você trabalha por dinheiro, realiza seus sonhos com dinheiro, e se endivida por não administrar de forma correta o dinheiro.

A grande maioria dos nossos idosos no Brasil vivem uma vida de limitações por ao longo de toda ela terem ignorado a importância de entender e bem administrar o dinheiro. Simplesmente dizer que não gosta de finanças não é desculpa para não aprender sobre ela.

Sim, você ficará velho.

As pessoas esquecem que no futuro os gastos aumentam. Um plano de saúde para alguém com mais de 70 anos é uma pequena fortuna, os remédios também não são nada baratos. E isto ainda pensando num idoso saudável. Imagine que este idoso precise de cuidados especiais: enfermeiro, acompanhante; alguém para ajuda-lo até mesmo a tomar banho. Como este cidadão irá viver se ao longo de toda sua vida pouco se importou em entender sobre finanças e a planejar sua velhice? Irá ser um fardo na vida dos filhos ou netos? Continuará culpando o governo pela assistência precária conhecida em nosso país?

É obrigação estudar, entender e viver uma vida financeira sustentável. E de preferência que você venha a deixar este mundo com superávit. Que você deixe como herança um bom dinheiro para os seus descentes. Casa não os tenha que a grana vá para uma instituição, afinal você é um felizardo, se está lendo este texto, a partir de agora não poderá alegar no futuro ignorância ou desconhecimento.

A vida é feita de escolhas.

Sempre digo a frase em negrito acima. E nosso futuro dependerá das escolhas realizadas hoje.

Conheci um senhor dias atrás na faixa dos 65 anos de idade. Viveu uma vida de aparências: tinha um bom emprego e gastava tudo e mais um pouco. Não ligou para os filhos, maltratou a esposa e agora está aposentado. Recebe pouco menos de 3 salários de aposentadoria, vive uma vida de limitações: não tem casa, vive de favor na casa dos outros e os filhos, e hoje ex-esposa, querem que ele se dane.

Ele me falou com lágrimas nos olhos: Hoje colho os frutos do que plantei lá trás. Fui obrigado a concordar com ele.

Os mais antigos ainda tem como desculpa o desconhecimento, a falta de bons exemplos e de informação de qualidade. Já para a geração de hoje esta desculpa não cola mais, vivemos na era da informação ao clique do mouse.

Não importa se você ganha muito ou pouco, se você é rico ou pobre. Para você viver com dignidade, sem depender financeiramente de ninguém em sua velhice, terá que economizar e investidor 10% de seus rendimentos líquidos desde o primeiro salário.

Se você não começou cedo, não investiu desde o começo de sua vida útil profissional, terá que aumentar está porcentagem. Quanto mais cedo melhor. Ter o tempo como aliado é a melhor coisa.

Paro por aqui. Meu recado de hoje está dado, faça suas escolhas e assuma a responsabilidade das consequências.

Boa semana!

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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