25 de junho de 2019

Escolhendo uma corretora para operar na bolsa de valores

olho 150x150 Escolhendo uma corretora para operar na bolsa de valoresA primeira decisão a ser tomada ao se pensar em investir de forma mais contundente é na escolha da corretora. São tantas que existem que ficamos na dúvida em qual escolher. Posso começar afirmando que investir pela corretora do seu banco não é bom negócio, em geral, elas cobram taxa de custódia altíssima. A corretora do meu banco cobra R$ 30,00.

Para quem não se lembra o que é a taxa de custódia, relembro copiando abaixo trecho de um artigo escrito há alguns meses:

Essa taxa se refere à cobrança pela “guarda” e registro das ações em nome do cliente realizado pela corretora e pela BOVESPA. Algumas corretoras isentam seus clientes da taxa de custódia. A taxa de custódia é cobrada mensalmente.

A abertura de uma conta investimento numa corretora é muito simples e semelhante à abertura de uma conta corrente num banco qualquer. Você preenche uma ficha onde informa algumas informações pessoais, mais o valor da sua renda mensal e de onde ela provém. Só isso. As corretoras disponibilizam a ficha de cadastro em seus próprios sites, basta imprimi-las, respondê-las, anexar cópia simples dos documentos pessoais e comprovantes de rendimentos e enviar via correio, ou mesmo virtualmente, à corretora. Depois de aberta a conta você recebe um nome de usuário e uma senha para poder começar a operar.

Para manter uma conta aberta não há custos. Os custos são cobrados apenas quando você mantém ações (custódia) e nas operações de compra e venda delas.

A vantagem de se ter uma conta junto a uma corretora é que você recebe gratuitamente as informações dos analistas. Informações que podem lhe ajudar, e muito, na decisão de compra e venda de um papel.

Uma corretora obtém seu lucro através da cobrança das taxas de custódia e corretagem:

Corretagem é a taxa cobrada pela corretora para executar suas ordens de compra ou venda de ações. A BOVESPA sugere uma tabela, mas as taxas cobradas variam de corretora para corretora.

Um dos principais fatores que você deve observar ao escolher uma corretora são os custos. Não aceite taxa de custódia acima de 6 reais mensais e caso opere mensalmente exija isenção total da taxa.

Observe também os custos de corretagem, a tabela padrão Bovespa não costuma ser vantagem, sendo apenas vantajosa para quem opera valores baixos, até 200 reais. A melhor escolha são corretoras que cobram taxa fixa por ordem executada. Os valores variam de 5 a 25 reais. Aconselho você não aceitar valores acima de 10 reais.

Agora listo mais alguns fatores importantes na decisão de qual corretora você deve escolher para ser sua amiga:

Qualidade do homebroker. Ele deve ser didático e de fácil aprendizado;

Análises gráficas e fundamentalistas enviadas aos clientes periodicamente. Escolha uma corretora que lhe envie informações de seu interesse com frequência;

Treinamento e cursos oferecidos. Se você mora numa grande cidade há corretoras que oferecem regularmente cursos gratuitos ou com preços diferenciados a seus clientes. A frequência e qualidade dos cursos oferecidos é fator importante na escolha;

Qualidade do atendimento ao telefone, e-mail e chat. Dúvidas vão surgir e a forma que você será atendido é fundamental. Pesquise o que os clientes dizem sobre esses aspectos;

Se a corretora também opera no Tesouro Direto e a taxa de custódia cobrada. Valores acima de 0,5% ao ano são inaceitáveis. O ideal é não haver cobrança;

Se a corretora indica mensalmente uma carteira recomendada e explicando o porquê das decisões;

Ela possui conta no mesmo banco que você tem conta corrente? Caso afirmativo você poderá realizar a transferência de valores entre contas correntes via home banking ao invés de um DOC, tendo assim um menor custo operacional;

E por último, se há ajuda no cálculo do IR, no preenchimento do DARF.

Esses são serviços que considero fundamentais a uma boa corretora. Talvez você não encontre todos eles numa única corretora, mas você pode abrir conta em duas corretoras diferentes, talvez uma para a compra e venda de ações e outra para o Tesouro Direto. Boa escolha.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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