25 de junho de 2019

O dindin para emergências

Você está ciente que pode perder seu emprego amanhã? Deus me livre, vire esta boca pra lá.

O que você fará se isto acontecer?

dindin O dindin para emergências

O tempo médio de recolocação no mercado após ser demitido é de aproximadamente 10 meses. Minha pergunta é: Você tem uma reserva financeira para esse período? A grande maioria dos brasileiros não tem, não economizamos um centavo para emergências.

O seguro desemprego é pago por no máximo seis meses e seu valor é calculado com base nos três últimos salários recebidos pelo trabalhador e, é claro, não é integral.

A recomendação é você ter uma reserva para emergências, te aconselho ter em poupança pelos menos seis vezes seus gastos mensais. Com esse valor, e mais o seguro desemprego, a possibilidade de você e sua família passar alguma necessidade é pequena.

Trabalhadores autônomos devem ter uma quantia ainda maior, as emergências podem ser outras. Nunca se está livre de uma doença ou de sofrer um acidente. Como diz o velho ditado é melhor prevenir do que remediar.

Ah, mas eu sou servidor publico, tenho estabilidade!

Mesmo você tendo estabilidade não está livre de imprevistos. A necessidade de um dinheiro adicional não está descartada. É claro que você poderá fazer um empréstimo, mas se programar não é melhor?

Para profissionais de alto escalão o tempo de recolocação é ainda maior, sendo assim, o ideal, é ter uma reserva maior. Pense numa economia que supra seus gastos mensais de 12 meses. Fique atento que o valor do seguro desemprego para quem ganha acima de 1.403,28 é fixo, seu valor é de apenas 954,21, valor bem abaixo do seu salário e padrão de vida.

Em suma, independente de onde você trabalha e de quanto recebe, o melhor é ter um dindin para emergências.

Leia também: Orçamento familiar e Orçamento doméstico: o que cortar?

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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