25 de junho de 2019

O estresse financeiro.

estresse financeiro 150x150 O estresse financeiro.Muitas pessoas vivem em estresse financeiro constante. Estão sempre tendo que decidir qual cartão de crédito usar para saber se terão saldo suficiente em conta corrente para saldar a dívida no vencimento da fatura.

Reserva financeira não possuem. Não podem nem mesmo ficarem doentes porque o comprar algum remédio irá estourar o orçamento do mês. Vivem no fio da navalha.

Estas pessoas não estão altamente endividadas, mas levemente endividadas. Às vezes elas têm que atrasar o pagamento da fatura do cartão, em outras esperarem mais alguns dias para realizar uma compra, isto para a fatura fechar e a dívida de hoje ser postergada. Algumas vezes também se faz necessário não pagar a fatura integral, isto ocorre quando algum imprevisto aconteceu durante o mês, e como o mês foi pensado no limite das receitas não houve dinheiro suficiente para arcar com o imprevisto.

Pessoas assim vivem o estresse financeiro. Mês após mês estão preocupadas em como arcarão com as faturas. Tamanho estresse surge por falta de planejamento financeiro e não por falta de dinheiro. São viagens realizadas sem condições, compras por impulso no cartão ou no cheque pré-datado e aparelhos eletrônicos comprados em suaves prestações que somadas consomem grande parte da renda do assalariado.

Este estresse financeiro faz mal à saúde, atrapalha o sono e muitas vezes refletem na pele através de espinhas e outras escoriações. Muitos ficam menos pacientes, menos produtivos e se tornam uma bomba relógio pronta a explodir a menor pressão realizada. Isto quando não implodem e causam ainda mais danos físicos para si mesmos.

O estresse como vem sendo noticiado há algum tempo é um dos grandes males do século que vivemos. A pressão organizacional por resultado é cada vez maior; o produzir, o entregar, o diminuir custos, o atrair clientes são frases corriqueiras em qualquer empresa.

Agora poderíamos evitar grande parte do estresse com controle financeiro. Com gastos racionais. Tendo uma reserva de emergência para navegar tranquilo durante os dias de forte tempestade e assim podendo fazer escolhas e não aceitando a primeira coisa que aparece pelo simples fato de precisar da grana para ontem.

Cada vez mais a mídia tem passado valores podres como sinônimos de sucesso. Que ter carro, casa, roupas, gadgets é ser bem sucedido. Que fazer uso do crédito para financiar estes produtos é o correto. Que todo mundo faz assim e que você deve fazer também.

É tão bom viver uma vida simples. E aqui não confunda simplicidade com pobreza. Chamo de vida simples aquela compatível com sua condição financeira. Como dizem os mais velhos: não coloque o chapéu onde sua mão não alcança.  Você pode ter carrão, casão e andar com roupas de marca e aparelhos de última geração, mas só faça isto se você tiver condição financeira para tal. Nada de ficar fazendo dívidas para comprar produtos que nada agregam, que na verdade trazem alguns momentos de prazer e meses de estresse financeiro pela dificuldade de saldar as dívidas assumidas.

O mundo moderno tem proporcionado muitas facilidades, mas tem gerado ansiedade e estresse. O estresse do mercado de trabalho acirrado e competitivo é mais difícil de evitar, mas você não precisa potencializá-lo ainda mais vivendo refém do dinheiro e adicionando o estresse financeiro a sua vida. Fuja deste estresse vivendo uma vida mais frugal e compatível com seu padrão financeiro. Esqueça os modismos impostos pela mídia e baseie sua vida no que você é capaz de comprar e não naquilo que pode financiar.

Boa semana!

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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