25 de junho de 2019

O que É o que NÃO é investimento?

investir 150x150 O que É o que NÃO é investimento?Muitos confundem a compra de passivos com investimentos. É comum se ouvir a frase: Investi num automóvel para proporcionar mais conforto para minha família. Carro nunca foi e nunca será um investimento, muito pelo contrário, é um grande passivo.

De maneira simples e direta, podemos definir como investimentos todos aqueles ativos adquiridos com a intenção de lhe proporcionar rentabilidade, seja através do pagamento de dividendos, de cupons, yield ou mesmo valorização do ativo ao longo do tempo.

Já passivo é tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso. Ele pode lhe gerar outros benefícios, como no exemplo do carro, maior conforto. Mas ele está longe de poder ser classificado como um investimento.

Outro erro comum é comprar uma casa e dizer que investiu na compra dela. A compra de um imóvel só pode ser considerada investimento quando se deseja revendê-la com lucro ou quando a intenção é alugar e gerar renda passiva. Uma casa ou apartamento usado como moradia é considerado um passivo, afinal ele irá apenas fazer seu proprietário gastar com manutenção e condomínio.

Já a compra de livros, que não tenho dúvida, é um investimento, muitos veem como despesa. Da mesma forma o gasto com cursos e formação complementar.

Nossa sociedade consumista vive muito o TER e pouco o SER. Sempre queremos ter uma boa casa, um bom carro e boas roupas.  E para isto muitos se atolam em dívidas e se enganam dizendo que estão investindo. Já ouvi muito a frase: Eu invisto na minha aparência. Uma calça de 100 reais veste tanto quanto uma de 600 reais. Estou errado?

Não estou dizendo de forma alguma que é errado gastar com roupas ou qualquer outra coisa que você queira. O errado é se iludir, achar que adquirir passivos é investimento.

Tenho notado extremismos por parte de muitos. Ou se gasta tudo de forma compulsiva ou se economiza ao máximo sem necessidade. A palavra chave é equilíbrio. Como já escrevi em textos anteriores, defina o valor a ser poupado e pronto, sem dó e piedade gaste o que sobrar. É claro, você deve ter uma reserva para emergências, mas tendo a reserva formada e separado a quantia mensal a investir, não há porque se pensar muito: gaste.

Concluindo então: não confunda passivos com ativos e não fique obcecado por poupar e muito menos por gastar. Simplesmente viva um vida de equilíbrio de forma plena em todos os sentidos. E lembre-se que a felicidade é algo que você só encontra dentro de si mesmo.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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