20 de março de 2019

Planejando o que NÃO fazer

O planejar é uma ação voltada pra o futuro. Organizações projetam onde desejam estar no futuro e planejam o que deve ser feito hoje, nos próximos meses e nos próximos anos para alcançar os objetivos.

Em geral uma organização possui um planejamento macro, elaborado pela alta administração. Esse planejamento não pormenoriza as ações, o planejamento macro é traçado em linhas gerais, faz-se uma leitura do presente e onde de deseja estar num futuro. O horizonte de um macro planejamento pode ter 10, 5, 3 anos, tudo depende dos administradores da organização e do quão turbulento é o micro-ambiente que ela atua. Quanto mais turbulento o ambiente, menor o horizonte do macro planejamento.

Como decorrência do planejamento se tem os planos, que é a “colocação ordenada daquilo que é necessário fazer para atingir os objetivos”. Os planos definem os recursos que serão necessários e o tempo a ser gasto em cada etapa.

 Planejando o que NÃO fazer

O planejamento pode ser voltado para a estabilidade da organização, esse tipo de planejamento é feito quando a organização é líder de mercado em seu segmento, e está operando em um ambiente previsível e estável. Com isso o planejamento visa à manutenção da posição da organização em seu mercado competidor. O planejamento também poderá ser voltado para uma melhoria da organização. Usado em ambientes dinâmicos e incertos, tem como finalidade o aprimoramento constante da organização, seja para o crescimento de sua participação no mercado, seja para manter a posição onde se encontra, evitando o crescimento de seus concorrentes. O planejamento ainda poderá ser voltado para inovação, quando a organização opera em um ambiente onde tem que prever mudanças e tendências futuras, necessita de um planejamento voltado para a criação constante de novos produtos e/ou serviços, o novo é necessário a todo o momento.

O grande problema é que organizações projetam apenas o que querem fazer e deveriam também planejar os principais riscos a serem evitados.

 Planejando o que NÃO fazer

Entendo que uma distribuidora de alimentos, por exemplo, deveria ter como NÃO planejamento algo do tipo: Um único cliente não representar mais que 10% do faturamento líquido mensal.

Uma empresa de TI poderia pensar em: Não deter todo conhecimento de um projeto nas mãos de apenas um engenheiro/técnico.

Um partido político deveria planejar não ter apenas um líder carismático como seu único representante.

Um órgão público deveria planejar-se para não ter todo o conhecimento burocrático na mente de apenas um servidor.

Uma empresa deveria planejar não ser dependente de apenas um produto para sua sobrevivência.

Em minha opinião planejar o que não fazer é tão importante como planejar o que fazer.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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