13 de dezembro de 2018

Somos motivados pela competição!?

mudanca 150x150 Somos motivados pela competição!?Será que somos sempre motivados pela competição e que sem resistência não há evolução?

Faz alguns dias que comecei a jogar um joguinho para tablet chamado Air Control Lite, o jogo é free e consiste em pousar três tipos diferentes de aeronaves em seus respectivos aeroportos. O jogo é bem simples, porém exige um raciocínio rápido, uma visão periférica e um pouco de habilidade manual. O começo é simples, as aeronaves vão chegando e você, como um controlador de voo, direciona o pousar do avião. Só que o nível de dificuldade vai aumentando e vários aviões começam a chegar simultaneamente em sua tela e manobrar sem colisão passa a ser uma tarefa difícil. Colidiu perdeu, não há segunda chance.

O joguinho foi me apresentado pelo meu irmão. Ele, minha irmã e mãe estavam numa disputa gostosa e saudável para ver quem pousava mais aeronaves. Meu irmão reinava absoluto com 90 aviões pousados. Era o recorde.  As mulheres da minha família não chegavam nem perto do recorde dele, 70 era o máximo que conseguiam. Meu irmão também não passava de 90 pousos. Comecei a jogar e dois dias depois bati o recorde dele, consegui pousar 104 aeronaves.

Dai para frente começou uma disputa entre ele e eu para ver quem se mantém no topo. O recorde atual está em 235. O jogo tem uma estatística online e afirma que estamos entre os 2% de jogadores que chegam a este número de pousos.

É bem provável que se eu não tivesse começado a jogar e entrado na disputa meu irmão não teria passado de 100 pousos com sucesso. Ele só evolui porque encontrou um competidor a altura. O que lhe motivou a melhorar, a se aperfeiçoar.

Na vida profissional é dá mesma forma, só evoluímos, só buscamos sermos mais eficientes e assim aumentar a produtividade quanto encontramos resistência. A resistência ocorre diariamente no competitivo mercado de trabalho, ser bom não é suficiente, estar entre os melhores é preciso para se manter no jogo.

Quanto em seu trabalho você se deparar com alguém melhor do que você agradeça a Deus a oportunidade de evolução que está lhe sendo oferecida e a aproveite estabelecendo uma competição saudável e pautada na ética. Organizações evoluem muito quanto há competição entre os seus colaboradores. O conflito é bom. Também a cerrada competição dentro de um nicho de mercado, onde uma organização quer ser melhor que seus concorrentes, faz chegar ao mercado produtos cada vez melhores. Na área de tecnologia está competição é intensa e benéfica para todos.

No mundo dos investimentos a mesma coisa acontece. Há uma competição entre os diversos fundos de investimentos que buscam sempre formular as melhores estratégias para obter as maiores rentabilidades com o menor risco possível. Semana passada acompanhei como mero espectador uma “briga” entre blogueiros e leitores a partir da critica a estratégia de alguns colegas que mudam com frequência a filosofia de investimento. Não quero discutir o mérito das críticas, só quero dizer que o mudar é normal, afinal evoluímos. O que era certo ontem, já é dúvida hoje e pode ser um erro amanhã. O legal de acompanhar diversos investidores com experiências de vida diferente, valores pessoais diversos e níveis de conhecimento também diversos é que podemos aprender com todos eles e com o aprendizado acabamos lapidando conceitos e realmente mudando. Percebemos que há melhores alternativas e por isto mudamos. Não se prenda a velhas filosofias, achou que é hora de mudar, mude, se arrependeu, volte atrás, isto faz a vida ser tão fantástica.

Mudamos, sim mudamos e mudamos porque queremos a todo o momento sermos os melhores. Também mudamos porque aprendemos com os outros, as pessoas nos fazem evoluir. É maravilhoso poder aprender com o próximo, seja nos investimentos, seja em nossa rotina de trabalho, seja na vida pessoal.

Esteja disponível a aprender sempre e sempre queira evoluir, este é meu conselho.

Abraço.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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