# Política econômica do governo Dilma

> Quando pensamos na política econômica brasileira existem duas grandes correntes. Uma distinta da outra. Uns defendem um Estado mínimo, sendo conhecidos como monetaristas e outros defendem um Estado mais amplo, os chamados desenvolvimentistas. O primeiro grande erro é achar que devemos defender uma…

- Publicado em: 28 de dezembro de 2010
- Autor: Equipe Efetividade
- Assunto: Antigos
- Endereço: https://www.efetividade.blog.br/politica-economica-do-governo-dilma/

Quando pensamos na política econômica brasileira existem duas grandes correntes. Uma distinta da outra. Uns defendem um Estado mínimo, sendo conhecidos como monetaristas e outros defendem um Estado mais amplo, os chamados desenvolvimentistas.

O primeiro grande erro é achar que devemos defender uma ou outra visão econômica. Não precisamos ser *oito* nem *oitenta*. Em geral, cientistas econômicos são vistos como mais próximos de uma ou outra linha política, ninguém é totalmente monetarista ou desenvolvimentista.

**O quem pensam os monetaristas?**

Defendem que o governo tem como principal função estabilizar a moeda, controlar a inflação e assim garantir o livre e justo conflito de interesses. Que com estas garantias o setor privado se desenvolve e gera o crescimento natural do país.

**O que defende os desenvolvimentistas?**

Uma forte presença do Estado no desenvolvimento econômico. Acreditam que o governo deve lançar mão de políticas administrativas para controlar a economia. Deve incentivar o desenvolvimento industrial e tecnológico patrocinando este crescimento através, por exemplo, do BNDES.

**O governo Lula**

O ministro Guido Mantega é defensor de uma política mais desenvolvimentista, já o Henrique Meirelles, presidente do Banco Central é mais monetarista. Eu particularmente gosto desse conflito de visões entre duas funções chave do governo. Defendo que do conflito dos opostos surgem políticas equilibradas. Na minha visão, o melhor para o Brasil.

**O governo Dilma**

Em 2011 Guido Mantega se mantém na Fazenda, Henrique Meirelles deixa o BC e assume Alexandre Tombini. Ele foi diretor do BC e pelo que busquei conhecer tende mais para o lado desenvolvimentista. Eu preferiria o conflito como falei acima, mas teremos que esperar o passar dos meses para ver como se dará a política econômica no governo Dilma.

**Na verdade…**

Vejo a necessidade da ministra do planejamento, Miriam Belchior, juntamente com o ministro da fazenda e o presidente do BC, que não é ministro, mas numa cartada do Henrique Meirelles no governo Lula ganhou status de ministro, caminharem com um único plano econômico. Os três devem trabalhar com o mesmo objetivo, senão um irá boicotar o outro.

Defendo que tracem um plano único de política econômica, do choque de interesses e ideias divergentes deve nascer esse plano, e depois de definido que seja seguido. É claro que de tempos em tempos devem sentar e rever o plano e fazer os ajustes necessários, mas defendo uma única política e não a briga de interesses e poder que muitas vezes acontecem entre os diversos setores e cargos dos governos.
