# Provisionamento de despesas

> Ano Novo e as contas já começaram a chegar pelo correio. IPVA, Conselho Regional, IPTU. Ainda existem aquelas que precisam ser negociadas. Matrícula e transporte escolar, por exemplo. Quem bem planejou, provisionou estas despesas. Quem não se planejou, neste momento está lamentando como os impostos…

- Publicado em: 5 de janeiro de 2013
- Autor: Equipe Efetividade
- Assunto: Antigos
- Endereço: https://www.efetividade.blog.br/provisionamento-de-despesas/

Ano Novo e as contas já começaram a chegar pelo correio. IPVA, Conselho Regional, IPTU. Ainda existem aquelas que precisam ser negociadas. Matrícula e transporte escolar, por exemplo.

Quem bem planejou, provisionou estas despesas. Quem não se planejou, neste momento está lamentando como os impostos são caros no Brasil e o salário é baixo e insuficiente.

O ideal é sempre provisionar os valores e economizar mês a mês durante o ano anterior para começar o novo ano pagando tudo à vista e com desconto. Defendo o provisionamento de 5% da receita líquida durante todos os meses e deposito na caderneta de poupança para a quitação das despesas de início de ano.

Uma pessoa com renda líquida mensal de R$ 3.500,00 teria após 12 meses pouco mais de R$ 2.100,00 (5% do salário mais os juros recebidos). Este valor deve ser suficiente para pagar à vista o licenciamento total do veículo e o IPTU da moradia.

E se não for?

Amigo, sinto muito lhe informar mais você possui bens além de sua capacidade de pagamento e deve rever o valor deles. Talvez seja aconselhável a venda do carro e a compra de outro de menor valor. Quem sabe morar em um bairro onde o valor do imposto predial seja menor.

Além destas despesas específicas e pontuais, que possuem vencimento nos dois primeiros meses de cada ano, ainda outras contas fixas mensais podem ser provisionadas e negociadas em parcela única com desconto.

Mensalidade escolar ou de cursos regulares (informática, idioma). Em geral os cursos tem um valor fixo, anual ou semestral, sendo o valor dividido em parcelas mensais ao longo da duração do curso. Negocie com a escola o pagamento em uma única parcela com desconto. É possível descontos entre 10% e 20% no pagamento à vista.

**A importância do fluxo de caixa**

Quem manteve um fluxo de caixa durante todo o ano de 2012 conhece a média dos gastos e pode projetar as despesas futuras. É possível equacionar com certa precisão o quanto será gasto em cada grupo de despesas. Desta forma não se tem grandes surpresas.

A reserva de emergência não pode ser esquecida. Além de provisionar as despesas fixas é preciso ter uma reserva para eventos emergenciais. Não ignore a reserva e não gaste ela com outra coisa que realmente não seja uma emergência.

**Previsões econômicas**

É impossível prever o valor do juro, do dólar e do crescimento econômico. Os dois primeiros ainda estão sob o controle do governo, já o último não. O ministro Guido Mantega errou feio ao afirmar que o Brasil cresceria entre 4% e 5% em 2012. Não chegou a 1%.

Analistas econômicos não são capazes de prever o futuro. No mundo globalizado de hoje qualquer ação realizada por uma grande nação tem reflexo imediato em todo o mundo. E, como prever os acontecimentos não é possível, prever o andar da economia também não.

**No que investir?**

O momento econômico continua incerto. Por aqui ainda mais com tantas intervenções governamentais. Investir em empresas individuais ficou ainda mais arriscado com o governo colocando sua mão. As elétricas falam por mim.

Apesar disso, ainda vejo o momento favorável para investir em renda variável com objetivo de longo prazo. [ETF](https://www.efetividade.blog.br/esqueca-a-analise-fundamentalista-e-invista-em-etf/) continua sendo minha escolha. Diversificar através de um fundo de índice passivo é menos arriscado.

Os Fundos Imobiliários e o Ouro (15,26%), e este pelo terceiro ano consecutivo, foram bons investimentos em 2012. Se continuarão a ser em 2013 não há como saber. O ouro ganha valor em momentos de crise, como o cenário ainda é nebuloso, apostar no metal pode ser uma escolha acertada. Já os FII são ativos que ganham maior liquidez a cada ano, e apresentou forte valorização em 2012 (35,02% - IFIX). Seu maior risco está atrelado a uma possível bolha imobiliária, mas mesmo com o estouro de uma bolha os FII sofreriam menos, pois seus imóveis são comerciais e não residenciais.

A renda fixa continuará a render pouco, provavelmente apenas protegerá os valores investidos da inflação. A caderneta de poupança poderá até mesmo apresentar rentabilidade real negativa.

Os fundos imobiliários, apesar de serem investimentos de renda variável, estão, aos poucos, ocupando a parcela dos valores antes destinados à renda fixa. A baixa da Selic desestimula o investimento em renda fixa e como os fundos ficam nos primeiros degraus na classificação de risco dos investimentos de renda variável, se apresentam como uma alternativa, eu diria, natural.

**Educação**

Não existe crescimento sustentável sem educação. Continue atento à sua [empregabilidade](https://www.efetividade.blog.br/30/). Entre investir em ativos ou em educação fique com a segunda opção. Conhecimento sólido é o adubo para o crescimento duradouro.

**Nota**

Nos últimos textos do blog tenho abordado mais temas econômicos, macroeconômicos sendo mais preciso, e escrito menos sobre finanças. O motivo é o crescimento de blogs com o tema finanças; sendo assim, tenho procurado apresentar conteúdo diferente e não apenas falar mais do mesmo.

Boa semana!
