23 de maio de 2019

Assédio moral

O assédio moral é cada vez mais corrente nas organizações e pode levar os agredidos a terem crises de choro, depressão, diminuição do libido, aumento da pressão arterial e até mesmo a uma tentativa de suicídio.

O assédio moral é caracterizado quando há constantemente humilhação e pressão. Quando punições constrangedoras acontecem, quando o empregado é isolado do restante do grupo, quando lhe é atribuídas tarefas aquém de sua capacidade e função, quando o mínimo erro leva a reações exacerbadas por parte da chefia e acertos nunca são elogiados, nem mesmo notados.

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O assédio moral é caracterizado pela constância dos fatos e pela intenção por parte do chefe que o funcionário peça demissão. Não confundir o assédio moral com o conflito e pressão por resultados do dia-a-dia de trabalho. O assédio moral tem intenção deliberada, constrange e humilha o funcionário.

O medo do desemprego é o que faz um funcionário ser assediado de forma passiva. Também pseudolíderes confundem liderança com intolerância.

A forma mais comum de assédio moral é a vertical descendente: de chefes para subordinados diretos. O assédio horizontal acontece entre colegas de trabalho de mesmo nível hierárquico. Já no assédio misto, tanto chefia quanto colegas de trabalho humilham um colega de setor. É algo semelhante ao bulling que acontece entre crianças e adolescentes nas escolas de todo o mundo.

Há casos de assédio moral do subordinado sobre a chefia, são raros, mas acontecem. O subordinado sabendo da pressão por resultados que sofre a chefia faz jogos psicológicos para fragilizá-la e obter vantagens com isso.

A legislação federal brasileira não fala em assédio moral, ou seja, não há punição legal. O que pode acontecer é o assediado recorrer à justiça do trabalho alegando dano moral. Para isso, se faz necessário provar o assédio, o agredido deve procurar registrar detalhes das agressões sofridas para recorrer à justiça. Ganhar um processo não é tarefa fácil e levam-se anos na morosa justiça brasileira.

As organizações devem criar códigos de ética e políticas de conduta a ser seguida por todos. Palestras, cartilhas explicativas, psicólogos, ouvidoria; a empresa deve ser proativa para conscientizar e prever seus colaboradores do assédio moral.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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