Como seria o transporte público no livre-mercado?

Como seria o transporte público no livre-mercado?

O objetivo do texto de hoje é imaginar como seria o transporte público no livre-mercado. Ou seja, sem o Estado detendo o monopólio da concessão.

Usei o verbo imaginar porque desde sempre o transporte público é um serviço ofertado pelo Estado no qual ele é monopolista e não permite uma concorrência privada.

Impostos

A primeira conclusão é que pagaríamos menos impostos. O transporte público é oferecido por uma ou mais empresas privadas que ganharam a concorrência através de uma licitação pública, porém o Estado custeia parte da passagem, caso contrário o valor pago pelo cidadão seria expressivamente maior. A empresa ou empresas ganhadoras da licitação detém o monopólio (ou oligopólio) do transporte público na cidade.

O lado moral

Moralmente também seria mais justo, uma vez que somente o usuário do transporte pagaria por ele. No modelo atual de concessão todo “contribuinte”, faça uso ou não do transporte público, “contribui”, pois parte de seus impostos é usado para custear uma parcela da passagem.

Técnico

A concorrência comprovadamente aumenta a qualidade de um serviço e barateia o preço. Sem o monopólio estatal qualquer empresa poderia oferecer transporte público ao cidadão, seja através de apenas um único veículo realizando um único trajeto, seja por meio de dezenas, centenas ou milhares deles.

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As empresas iriam “brigar” para atrair clientes oferecendo alguma vantagem adicional quando comparadas com as concorrentes: menor preço, assentos mais confortáveis, ar condicionado, trajetos mais curtos, horários flexíveis…

Você poderia optar, por exemplo, por pagar mais e ir confortavelmente sentado e no ar condicionado, ou pagar um preço menor e ter menos conforto durante a viagem.

O mercado sendo soberano iria oferecer serviço para todos os bolsos e gostos, assim como hoje fazem, por exemplo, os restaurantes, serviço onde o Estado não detém o monopólio.

Tempo

Muitos que fazem uso do carro para irem ao trabalho, com um serviço de qualidade iriam escolher o ônibus, com isto teríamos menos carros nas ruas e o translado seria mais rápido e assim ganharíamos (ou melhor, não perderíamos) tempo.

Ambiental

Com menos carros menos poluição. Isto é sustentável e saudável, pois passaríamos a respirar um ar menos poluído.

Financeiro

Com menos dinheiro para administrar – lembre que pagaríamos menos impostos por não ter que custear o transporte – os governantes teriam menos uma fonte de roubo em licitações fraudulentas.