25 de junho de 2019

O governo precisa cuidar da população como um pai cuida do filho

Você precisa tomar uma decisão: Se vai ser o senhor da sua vida e conduzir sua carreira, poupar e investir parte de sua renda pensando em sua aposentadoria futura, ou se irá deixar esta tarefa com o governo que é comprovadamente incapaz.

A tecnologia facilitou o acesso à informação. O conhecimento está ao clique o mouse.

A autoeducação é possível em muitas áreas do conhecimento e a financeira e econômica é uma delas.

Todos desejam dinheiro, mas são poucos aqueles que procuram aprender sobre economia e finanças, ou seja, como funciona o dinheiro.

Erros de conhecimento geral são praticados. Exemplo simples é o uso do limite especial da conta corrente como extensão do salário. Todos sabem que o juro do “cheque” é pornográfico, mas muitos recorrem a esta modalidade de crédito simplesmente pela facilidade.

Deixar o comodismo de lado e realizar um empréstimo pessoal é saudável à sua saúde financeira.

Fazer críticas ao governo é salutar, mas saber de sua ineficiência e ainda assim contar com a estrutura estatal é pouco inteligente. Muitos afirmam não acreditar no governo, mas contam com o INSS para viverem na velhice.

Que o governo rouba-nos diariamente através de impostos abusivos e oferece serviços precários todos nós sabemos. O jeito é não depender dele e evitar ao máximo fazer uso dos serviços públicos.

Quando eu falo que as famílias não deveriam ter filhos sem um planejamento amplo para seu sustento minha caixa postal sempre recebe e-mails nada elogiosos. O engraçado é que sempre pensamos no “perfeito” e nunca consideramos a possibilidade de um problema.

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Mesmo que o Estado fosse eficiente no gasto dos recursos públicos e a corrupção fosse zero, problemas haveriam por uma questão muito simples: o valor dos impostos é insuficiente para suprir tantas necessidades sociais.

Considerando a arrecadação de 2012 (que foi recorde) e o número de brasileiros ou naturalizados no Brasil, o imposto recolhido distribuído igualmente a cada um dos cidadãos seria de R$ 645,09 ao mês.

O imposto total de 2012 foi R$ 1.556.325.090.920,80 e somos atualmente 201.047.551 habitantes. Concluímos que cada brasileiro tem direito a R$ 7.741,08 por ano, ou R$ 645,09 por mês.

Devemos pensar em contribuir (pagar impostos) sem esperar nada em contrapartida. Pense que sua “colaboração” irá suprir a necessidade daquele que por algum motivo não foi capaz de produzir riqueza para o autossustento.

Recentemente orientei um casal recém-casado com seu fluxo de caixa. Ela toda entusiasmada e sorridente falou para o marido: “se vier aquele aumento vamos poder ter um filho amor”. Como eu havia sido contratado para orientar fiz algumas perguntas para eles pensarem: E se vocês engravidarem de gêmeos? E se o bebê tiver alguma deficiência física ou mental e precisar de cuidados especiais… O dinheiro será suficiente?

A resposta você imagina. Sempre imaginamos o mundo perfeito, mas o imperfeito existe. Aí culpamos o governo, afirmamos que pagamos impostos e devemos ser assistidos.

Eu concordo plenamente, mas a verdade é que o Estado é ineficiente e corrupto, e mesmo se não fosse seus recursos seriam insuficientes para a solução de tantos problemas.

Então você deve planejar-se de forma a não precisar do governo para nada.

As famílias têm crescido de maneira não sustentável. O estudo das ciências econômicas parte de um ponto óbvio: que os recursos são escassos. O marketing mostra que o homem possui um desejo de consumo ilimitado. Veja que existe um paradoxo: desejo ilimitado e recursos limitados.

Precisamos primeiramente produzir riqueza para somente depois consumir.

O Estado é uma máquina que através da expropriação da riqueza alheia administra a nação em busca da ordem e equilíbrio social. Ele nada produz, seu dinheiro advém da riqueza produzida pelo cidadão.

Quanto mais educada uma sociedade mais riqueza ela é capaz de produzir. Com mais riqueza, mais impostos e, consequentemente, ou pelo menos teoricamente, mais benefícios sociais.

O problema é que no Brasil produzimos pouca riqueza e ainda possuímos baixa produtividade. Somos ainda ineficientes e corruptos. Como não paramos de crescer o dinheiro nunca é suficiente.

Escrevi recentemente em minha timeline do facebook que o governo poderia trocar o programa Bolsa Família por um programa de Planejamento Familiar.

Pai e filho O governo precisa cuidar da população como um pai cuida do filho

Toda mulher que recebe o Bolsa Família deveria também receber uma cartela de anticoncepcional ou uma injeção anticoncepcional. Se ela recebe assistência não pode ampliar a família, pois não tem condições para isto. A mulher deveria ser livre para engravidar somente quando não fosse dependente de bolsas assistencialistas.

Conheço jovens de 25 anos com quatro filhos que recebem o Bolsa Família há anos. Quando começaram a receber tinham apenas 2 filhos. Assim o ciclo não acaba nunca.

Toda política social não pode ter fim em si mesma. Ela deve ter data para começar e deve ser revisada de tempos em tempos visando seu fim. Caso contrário se torna jus (um direito). O caos recente causado pelo boato do cancelamento do Bolsa Família prova isso. O governo afirma que retirou 13 milhões de famílias da miséria, mas como elas podem ter saído da miséria se dependem de assistência governamental para viverem?

O bom governo é aquele que investe maciçamente em educação, pois este é o único caminho que leva à produção de riqueza.

Muito se fala em votar corretamente. Infelizmente mudar de partido não mudará o Brasil. Pois todos eles trabalham sob o mesmo paradigma. Precisamos de um novo modelo de governo. Um governo que governe não para ser popular e fornecer pão (bolsa família) e circo (copa do mundo), mas de um governo que eduque.

Você que é pai ou mãe deve saber que educar é falar não, é fazer o necessário e não aquilo que agrada. É mostrar a realidade e ser realista. A vida é dura, ela não é perfeita, e para vencer você precisa renunciar o mais fácil e escolher o mais difícil, porém duradouro e sustentável.

Um bom pai faz o necessário para bem educar seu filho. Mesmo sabendo que assim, muitas vezes, o filho lhe acusará de maldoso por isso. Mas ele sabe que no futuro o filho entenderá o porquê daquela atitude, lhe abraçará e beijará seu rosto e lhe dirá: “obrigado pai!”

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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