19 de abril de 2019

Lançamento e posicionamento de um produto

Quando um produto recém lançado é um grande mico no mercado de quem é a culpa?

A inspiração para esse texto foi o artigo que li no blog do Ronaldo: Boas idéias não significam bons produtos.

Concordo com o texto escrito por ele, agora minha indagação é que boas idéias não deveriam se tornar produtos sem uma análise da demanda. Não é porque a idéia é boa que o produto será aceito.

Na minha visão, falo como administrador, o departamento de P&D, juntamente com o de Marketing e o Financeiro, devem estudar/pesquisar a viabilidade do produto. Tanto financeiramente, no sentido de ser capaz de gerar lucratividade, como “marketeiramente”, no sentido de as campanhas publicitárias serem capazes de vender o “peixe”.

Se o produto chegou ao mercado e foi um fracasso, alguém errou, alguém falhou.

É diferente de o produto não vender o esperado pela forte concorrência, por os custos de produção terem aumentado, por novos entrantes ou por produtos substitutos. Um produto novo, inovador, e que não vende, em minha opinião, não deveria ter sido lançado.

Provavelmente o erro foi coletivo, foi organizacional.

Um erro comum é a chamada miopia de marketing. É a preocupação excessiva no produto físico e não na necessidade do consumidor. Acredita-se que o produto é bom, excelente, esquecendo-se que o conceito de bom e ruim é pessoal.

Outro erro é o posicionamento equivocado. Um bom posicionamento é fundamental para alavancar as vendas.

Posicionando uma marca

O posicionamento é projetar o produto ou empresa para ocupar um espaço claramente definido na mente do consumidor.

A Kopenhague está posicionada como um chocolate para presentes ou para ser consumido em momentos especiais. Seu preço é bem mais caro que chocolates de outras marcas famosas como Nestlé ou Garoto.

O refrigerante guaraná Dolly está posicionado como um refrigerante alternativo as grandes marcas. É mais barato e de ótimo sabor diz sua propaganda.

Vodka, bebida de rico? 51, bebida de pinguço?

O parque de diversões Hopi Hari se posicionou como sendo “o país mais divertido do mundo”, tem até idioma próprio. Vendem até dicionário de seu idioma.

O Ronaldo em seu texto e nos comentários citou alguns produtos que não deram certo, fico com a visão que escrevi acima. Alguém errou. O negócio é aprender com os erros e não mais cometê-los no futuro.

Abraço!

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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