14 de novembro de 2018

Porque o número de farmácias tem crescido de forma tão expressiva?

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Se você precisa de remédio no Brasil, não tem problema: é cada vez mais comum encontrar uma farmácia perto de você. Com um crescimento de 21,76% em 2017, se comparado ao ano anterior, as empresas do setor vêm ‘pipocando’ em todas as cidades do país. Mas por que o número de farmácias tem crescido de forma tão expressiva?

Há uma série de fatores que explicam esse crescimento. Para se ter uma base, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia há mais de 74 mil empresas privadas no ramo (65,1%), enquanto as públicas representam quase 11 mil (9,4%). Somado a laboratórios, manipulação, homeopatia, farmácias em hospitais e outros, são cerca de 120 mil estabelecimentos.

Falta de legislação específica

Diferente de outros países que possuem normas específicas para a abertura de farmácias, no Brasil é possível abrir um estabelecimento do gênero como empresas de outros setores. A falta de uma legislação própria que regule as farmácias contribui nesse sentido – o que em alguns casos gera um problema de saúde pública.

Com tantas brechas e pouca regulação, quem se dá bem são as grandes redes que detém R$ 5,6 bilhões do faturamento, num total de R$ 16 bilhões. Isso não exclui o potencial lucro de pequenas farmácias que, de acordo com o regime tributário, podem ter lucros contundentes – e que explica porque micro e pequenas empresas do setor vêm crescendo a cada ano.

Qualidade e expectativa de vida

Outro fator que explica porque o número de farmácias tem crescido de forma tão expressiva é a junção de dois fatores: qualidade e expectativa de vida. No primeiro caso, para evitar dores, doenças e problemas do cotidiano, mais pessoas – principalmente da classe média – vêm consumindo remédios.

Nesse mesmo sentido, quanto mais o brasileiro envelhece, mais fármacos são necessários com o avançar da idade. Assim, o perfil do consumidor nacional afeta diretamente a expansão desses negócios – tornando-se muito atrativo em locais com grande crescimento urbano e cidades do interior com uma média mais alta na idade da população.

Automedicação

Indo na direção contrária do benefício que as farmácias trazem para a população e a economia está a automedicação. Analgésicos, por exemplo, lideram a lista de remédios sem prescrição. E até mesmo os que necessitam de receita médica muitas vezes são comercializados de forma ilegal – por má fé da empresa ou até mesmo a falsificação de prontuários.

Outro fator também tem sua parcela na automedicação: o acesso a informação e tratamento de doenças na internet. Atualmente é possível encontrar sites que indicam qual é o melhor remédio – o que faz com que as pessoas, para se prevenir, corram para a farmácia.

Promessa de bom negócio

Por fim, pessoas que buscam abrir um negócio têm nas farmácias um atrativo setor empresarial. Mesmo com uma significativa quantia para abrir o estabelecimento, as farmácias, devido a sua legislação branda e potencial de crescimento, atraem cada vez mais pessoas que buscam empreender – explicando, mais uma vez, o motivo do aumento vertiginoso de empresas no setor.  Entender sobre finanças e como o negócio funciona na prática são habilidades mais requisitadas para abrir uma farmácia, o reflexo disso é a criação de novas soluções para o setor, como CRM’S para farmácias, sistemas de gestão financeiro para farmácias e gestão farmacêutica.

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