22 de agosto de 2017

Reserva financeira: por que todo autônomo deve ter um plano B?

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Se você trabalha de maneira autônoma, já sabe que não tem acesso aos benefícios que outros profissionais têm. Entretanto, isso não precisa ser motivo de grande preocupação, já que com a devida organização é possível se proteger financeiramente e seguir com seu trabalho de maneira tranquila.

É nesse ponto que se torna relevante falar sobre a reserva financeira. É ela que garantirá essa tranquilidade mesmo em tempos mais difíceis. Por isso, saiba mais sobre ela e como é possível criá-la em menos tempo. Confira!

Os desafios de um autônomo

Logo que dá início à sua atividade empresarial, você precisa ter a paciência como virtude. É nesse estágio que sua empresa começa a conquistar os primeiros clientes e você deve mensurar seus ganhos futuros.

Da mesma forma, questões como a carga tributária incidente sobre o empreendimento tornam ainda mais imprevisível sua estimativa de gastos. Serviços como contabilidade, custos com aluguel de imóveis, pagamento de fornecedores, entre outros, costumam dificultar qualquer planejamento inicial.

É por isso que o empreendedor autônomo precisa ter sempre um plano B, ou seja, uma alternativa para evitar dívidas que comprometam seu crescimento.

Faça projeção de ganhos

Mesmo tendo um plano B, é fundamental fazer seu planejamento financeiro. É por meio dele que você terá condições de avaliar o valor da reserva que será composta.

No caso de profissionais que atuam de maneira autônoma, a recomendação é que reúnam um valor doze vezes maior que a sua renda mensal, ou seja, se com os seus serviços você recebe R$ 2.000,00 por mês, sua reserva de emergência deve ser de R$ 24.000,00.

Por que esse valor? Porque doze corresponde à quantidade de meses do ano, o que significa que, com a reserva de emergência, a cada novo ano que começa você já tem recursos suficientes para manter seu negócio mesmo no pior dos cenários, caso você não consiga fazer nenhuma venda — o que, convenhamos, não deve acontecer.

Separe a reserva financeira pessoal e dos negócios

Tome cuidado para não confundir as coisas. Sua empresa precisa ter um caixa e você precisa ter o seu. Trabalhe com pró-labore, um valor que você pode retirar por mês como um salário. O restante deve ficar na empresa para que ela possa crescer de maneira estruturada.

Uma dica é abrir uma conta empresarial separada da sua conta pessoal. Assim, você só retira para uso pessoal o que foi previamente estabelecido e deixa o restante para lidar com investimentos, contratações e eventualidades que podem surgir.

Escolha investimentos com liquidez

Para criar sua reserva de emergência, busque alternativas com boa rentabilidade e, principalmente, boa liquidez. Um erro muito comum cometido pelas pessoas é apostar em fundos de investimento que não apresentam liquidez diária para compor sua reserva de emergência. Em casos assim, você só consegue resgatar seu dinheiro no vencimento do título, o que torna inviável seu uso de maneira emergencial.

Assim, aposte em soluções como o Tesouro Selic, o CDB e a própria Poupança, embora esta não esteja apresentando resultados tão satisfatórios quanto os dois primeiros.

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