25 de junho de 2019

Valor #marginal #utilidade e empreendedorismo

A teoria do valor marginal foi desenvolvida pelo economista Carl Menger.

Ela refuta a ideia de Karl Marx do valor trabalho.

A teoria de Menger de utilidade marginal ligou valor à satisfação do indivíduo e não ao trabalho realizado por ele.

Portanto, o valor não é algo intrínseco ao produto, mas o juízo que as pessoas atribuem a ele.

Expondo a diferença de visões de Marx e Menger, enquanto o primeiro defendia que o preço de um produto ou serviço é inerente a ele: junção dos custos, acrescido do trabalho do operário e o lucro do capitalista; o segundo, afirmou que o preço tem relação apenas com o valor atribuído no momento presente da negociação.

O valor está relacionado com a utilidade e a escassez do produto.

Quanto mais útil e escasso maior valor.

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Para um produto ter alto valor é preciso ser útil e limitado. O conceito de útil é marginal e válido para o tempo presente.

A água que bebemos e o ar que respiramos são úteis, mas não têm valor (ou baixo valor) por não serem escassos.

O futebol do Messi, do Cristiano Ronaldo e do Neymar possuem alto valor, pois são úteis, as pessoas lhe atribuem valor, e escassos; afinal são pouquíssimos jogadores no mundo que possuem habilidades futebolísticas semelhantes. Por isto eles recebem tanto.

O valor marginal também somente é válido para o momento presente por estarmos em constante mudança e assim atribuirmos mais ou menos valor as coisas.

Uma pepita de ouro tem mais valor para você do que um copo de água. Mas se você estiver em um deserto com um sol escaldante na cabeça por horas, o ouro seria facilmente trocado pela água.

Marx relacionou salário com quantidade de trabalho. Ele errou.

As escolas também erram ao pregarem que trabalhar com afinco é garantia de sucesso.

Menger foi mais sagaz ao perceber que o valor está relacionado com a utilidade e a escassez. Portanto, se você quiser muito dinheiro deverá produzir um produto de grande utilidade e que seja escasso.

Ao empreender o capitalista oferta ao mercado um produto que ele espera que seja atribuído grande valor e assim, consequentemente, ele obtenha lucro.

Ele ainda cumpre uma importante função social ao empregar trabalhadores em troca de salários. O assalariado não corre riscos, independente do sucesso do empreendimento ele irá receber o que lhe prouver: o salário. Já o capitalista pode ter investido tempo e dinheiro em algo que o mercado não atribui valor algum e ver seu negócio naufragar.

A atividade empresarial é uma atividade de alto risco.

Conclusão

Contribui com o crescimento econômico o capitalista que num mercado de incerteza genuína empreende assumindo todos os riscos inerentes a atividade empresarial.

As trocas são voluntárias e somente acontecem quando os negociantes atribuem maior valor ao que estão recebendo do que àquilo que estão entregando.

Uma troca tem soma zero.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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