A real necessidade da "Classe C" brasileira.

Equipe Efetividade · 3 min de leitura
A real necessidade da "Classe C" brasileira.

A classe C, ou classe média, são aquelas famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos. Veja bem, renda familiar e não per capita. Nos últimos anos muitas famílias migraram da Classe D para a Classe C. Mais de 50% das famílias brasileiras pertence à Classe C.

A Classe C precisa agora de educação financeira e cultural.

Todas as vezes que os tele jornais falam da classe média enfatizam o aumento da renda e consequentemente poder de compra. Falam dos aparelhos eletrônicos que as famílias estão adquirindo, da compra de roupas e da reforma da casa que estão realizando.

Grandes magazines como Casas Bahia e Magazine Luiza são especializados em vender todo tipo de produto para a Classe C. Na minha visão, estas lojas na verdade são grandes bancos que vendem crédito. Não tenho dados estatísticos para provar minha teoria, mas garanto a vocês que o grande lucro deles vem da venda parcelada, do crédito concedido a juros altos. Quando uma loja dessas vende, por exemplo, uma geladeira, ela ganha na venda da geladeira e ganha muito mais nos juros embutido no financiamento da geladeira. Ela vende em 12, 15, 18 vezes e, como tem caixa – o segredo de toda grande empresa – fatura mais com juros do que com a venda do produto. Por isso que digo, eles vendem crédito, o produto é mero detalhe.

O que a classe C precisa, e cabe ao governo tal incentivo, é gastar mais em educação. O aumento de renda deve ser gasto para aumentar a base cultural da família e proporcionar constantes e sustentáveis aumentos da renda. Afinal, ganha mais quem conhece mais.

Eu nunca vi alguém dizendo que com o aumento da renda pôde adquirir mais livros, realizar cursos e participar de seminários. Também nunca vi alguém falando em investir parte da renda adicional, em economizar hoje pensando no amanhã.

Todo mundo deseja mais dinheiro. Sempre que desejamos algo devemos buscar se aperfeiçoar sobre o que desejamos. Todo profissional consciente busca atualização constante em sua área de conhecimento, isso mantém sua empregabilidade em alta. Agora, se todos desejam mais dinheiro, porque poucos estudam como o dinheiro funciona? Por que apenas pouquíssimas pessoas se propõem a estudar as diversas formas de multiplicar o dinheiro? Antes de buscar ganhar mais dinheiro, todos nós deveríamos aprender a conservar e multiplicar o dinheiro que já temos. É mais fácil manter e multiplicar do que ganhar mais dinheiro.

A cada dia que passa mais me certifico que o noticiário televisivo, jornais e revistas não falam o que precisa ser dito, eles falam o que vende, o que gera lucro. Quase tudo que vai ao ar ou nas páginas de revistas e jornais tem interesse comercial, sim, eles querem nos bajular para fazer a gente gastar mais, consumir mais, se atolar ainda mais em dívidas e deixá-los mais ricos. Este é meu último texto em 2010 e vou lhe deixar alguns conselhos a serem praticados em 2011 e durante os próximos anos, vamos a eles: não acredite em tudo que vê na TV, se possível pare de ver TV; não leve tão a sério os investimentos recomendados em grandes revistas; também não leve tão a sério os investimentos anunciados pelo seu banco; estude, invista em educação, hoje, amanhã e sempre; leia bons livros e, por último, acredite mais no que você lê em blogs independentes como esse, que não lucra nada com você seguindo ou não os conselhos aqui escritos, do que em fontes com grande interesse econômico como revistas, corretoras e sites comerciais.

Gente, um 2011 repleto de realizações, conquistas, felicidade e amor. Forte abraço!

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