Educação financeira é equilíbrio

Equipe Efetividade · 2 min de leitura
Educação financeira é equilíbrio

Nos últimos anos conversei com dezenas de pessoas sobre educação financeira e noto que o extremo é o que o que prevalece.

De um lado temos os consumistas desenfreados, que primeiro compram, depois pensam em como pagar. Estes são maioria, estão endividados devendo no crédito e no limite especial do banco. Atrasam o aluguel, duplicadas e demais boletos. Não possuem uma ferramenta para o controle do fluxo do dinheiro e assim gastam sem saber (na verdade eles sabem) se terão saldo suficiente para quitar a dívida na data do vencimento.

Do outro lado estão os poupadores compulsivos. Estes não gastam com nada e procuram economizar em tudo. Não comem foram de casa porque é mais barato preparar o alimento. Não compram roupas novas porque no brechó é mais em conta. Não cuidam da beleza, pois cosméticos são caros. Vivem uma vida de limitações preocupados em poupar hoje para não faltar no futuro.

É claro que os dois extremos são errados e perigosos. Gastar em excesso sem preocupação alguma com o futuro não é escolha inteligente. Esquecer o presente e viver para o futuro também não.

Seja frugal. E frugalidade é viver com parcimônia e sabedoria. É viver intensamente o hoje, mas sem ignorar que existe um futuro. É comprar o que realmente vai ser usado, e não ser ludibriado por uma propaganda agressiva ou por vitrines meticulosamente planejadas. É poupar e investir parte da renda de hoje porque o futuro é incerto, e possivelmente com maiores despesas geradas por uma saúde mais debilitada e uma renda menor depois da aposentadoria.

Também é prudente manter uma reserva para emergências. Elas acontecem e quase sempre demandam dinheiro para a solução. A função da reserva é cobrir gastos emergências sem ter que recorrer ao crédito onde o juro é abusivo.

Educação financeira é coisa simples

A dificuldade da educação financeira não está em sua execução, mas na conscientização. A técnica empregada é simples: gastar menos do que se ganha e investir o excedente.

O que mais se discute nos livros e sites financeiros é o menos importante, e na verdade a parte mais fácil. Tomar consciência e criar o hábito de equacionar as despesas dentro do limite das receitas é a parte difícil. Depois sim devemos pensar em poupar e investir.

A parte mais complexa é definir onde investir. Mas sinceramente esta é a etapa menos significativa. A criação do hábito de poupar e investir é o que realmente importa. Depois de o hábito ser incorporado o aprendizado dos diversos produtos disponíveis acontece naturalmente. Você irá buscar produtos que estejam alinhados ao ser perfil de risco e isto acontecerá de forma gradativa.

Portanto, o mais importante não é onde investir, mas sim criar o hábito de investir. Primeiro controlar o fluxo de receitas e despesas, fazer sobrar e aí sim investir.

Abraço!

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