26 de junho de 2019

A importância do Capital de Giro para empresas e pessoas físicas.

capital giro 150x150 A importância do Capital de Giro para empresas e pessoas físicas.Para uma organização ser competitiva ela precisa ter excelência nos chamados “fatores críticos de sucesso”, que nada mais é que o cumprir com total qualidade, e qualidade na visão do cliente, sua missão.

Um fator crítico para o sucesso de qualquer organizacional é ter capital de giro. Capital de giro é a reserva de recurso disponível para ser utilizado de acordo com as necessidades financeiras da organização. Ele pode ser composto por matéria prima, produto acabado e dinheiro líquido. Ter capital de giro possibilita a empresa aproveitar oportunidades que apareçam e a tomada de decisão de forma estratégica e com rapidez.

Matéria prima e produto acabado encarem os custos operacionais. Ocupam volume, exigem cuidados especiais de armazenamento, limpeza e segurança. Uma boa administração logística tende a um estoque mínimo. Estoque zero é meio ilusório, mas a quantidade de matéria prima e produto acabado em estoque devem ser pensados estrategicamente com fundamento estatístico, numa previsão de demanda e com uma margem de segurança.

Uma empresa para ser competitiva precisa de dinheiro. Com dinheiro disponível a coisa acontece. Oportunidades podem ser aproveitadas, custos reduzidos com o pagamento à vista a fornecedores e o recebimento a prazo dos clientes.

Uma empresa que tenha caixa e não precise de dinheiro pode vender a prazo cobrando juros e ganhar duas vezes: na venda do produto e nos juros recebidos.

Casas Bahia é mestre nisso. Costumo dizer que eles vendem na verdade crédito, o produto é mero detalhe. Vender a prazo proporciona lucro alto, pois o juro cobrado é altíssimo. Só que para vender a prazo a empresa precisa de capital de giro disponível, ela deve ser capaz de se sustentar durante meses, anos, com seu caixa.

A grande maioria das empresas tem baixo capital de giro e captam dinheiro para formar seu caixa recorrendo aos bancos. Com a redução dos juros bancários as empresas estão podendo captar com menor custo. Teoricamente, também poderão vender com menor custo ao consumidor final, mas para a redução efetiva chegar ao cliente o prazo é mais longo.

A redução dos juros através da SELIC e do spread bancário deve ser usada por empresas para ampliarem seu capital de giro a assim crescer, e não por consumidores para se endividarem ainda mais em compras parceladas.

Quando empresas crescem o desemprego diminui, a economia cresce, o PIB aumenta, o governo arrecada mais e pode proporcionar melhorias de infraestrutura. Com melhor infraestrutura as empresas tem menor custo, podem vender mais barato e lucrar mais, aí precisam contratar mais…

Empresas tendo um custo de operação menor podem remunerar melhor seus funcionários, e estes deveriam se qualificar melhor e não gastar mais.

A oferta de crédito para uma população não educada financeiramente estimula o consumo, e este sendo feito de maneira não programada gera inflação e inadimplência.

O cidadão

Para nós pessoas físicas e não bilionários, nós que temos que trabalhar, poupar, investir e fazer escolhas, pois não é possível ter de tudo. Ter capital de giro proporciona economia. Quem mantém um fluxo de caixa positivo aproveita ofertas. Compra o que precisa quando o preço está baixo. Leia bem o que escrevi: compra o que precisa. Mesmo oportunidades de investimentos podem ser aproveitadas. Muitas vezes um bom negócio surge e você tendo caixa disponível pode realizar a compra para lucrar algum tempo depois na venda.

Dólar

Veja a importância do capital de giro para se passar pelas crises. O dólar tem ganhado força e assim puxa a inflação para cima. Isto porque o aumento é sentido de imediato pelas industriais, porém os benefícios de um dólar valorizado levam meses para aparecer. Daí a importância de uma empresa ter caixa, ela pode passar por flutuações econômicas de maneira mais amena.

Conclusão

Capital de giro nada mais é que dinheiro em caixa. Com disponibilidade financeira empresas e mesmo pessoas físicas ficam menos reféns das flutuações econômicas e podem tomar decisões com base no que foi planejado e em oportunidades que venham a emergir.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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