25 de junho de 2019

A queda da bolsa e a política econômica.

bolsa de valores em queda 150x150 A queda da bolsa e a política econômica.A bolsa de valores está em queda livre.  Em janeiro o índice Bovespa caiu 3,94% e em fevereiro continua em queda.

O que fazer?

Bem, se seu objetivo for o curto prazo e você não for nenhum trader experiente, não faça nada, fuja da bolsa de valores. Agora sendo seus objetivos de longo prazo, o momento é ótimo para ir às compras. Este é um bom momento para o investidor iniciante começar a comprar papéis ou índices ETFs. Infelizmente a grande mídia, com boas notícias, atraem os investidores calouros para a bolsa em momento errado, nos momentos de forte alta.

A subida pelo Banco Central (BC) da taxa básica de juros (SELIC) em 0,5 ponto porcentual deixa os investimentos em bolsa menos atrativos, afinal para que se arriscar em renda variável se a renda fixa está pagando bem? Os juros mais altos também freiam o crescimento econômico, pois encarecem o crédito e o crescimento empresarial fica mais moroso.

O consumo no varejo também é desacelerado, pois as taxas de juros praticadas pelas lojas caminham no mesmo sentido da SELIC, ou seja, também sobem.

A política econômica brasileira é complicada, parece cobertor curto. Se puxar muito em cima fica com os pés descobertos, se cobre os pés, é o peito que fica descoberto. Se o BC eleva a taxa de juros, mitiga o crescimento econômico, se diminuía a taxa, a inflação acelera.

A situação ideal é o crescimento econômico com inflação controlada. E, para isto, penso eu, só com educação financeira, com conscientização dos consumidores. Temos que deixar o hábito de comprar tudo parcelado com taxas de juros exorbitantes e passar a comprar à vista, ou pelo menos com menos parcelas e exigindo taxas menores de juros. A educação técnica profissionalizante também é fundamental para sustentar o crescimento da indústria. No atual cenário temos falta de mão de obra, ou melhor, de cérebro de obra. Sobram profissionais braçais e faltam profissionais do conhecimento.

Perceba que para o desenvolvimento econômico sustentável se faz necessária uma população educada, capaz de agregar valor em sua atividade profissional e que gaste de maneira consciente e equilibrada. Se isto não acontecer o crescimento econômico é passageiro e não se sustentará no longo prazo.

Bom final de semana!

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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