25 de junho de 2019

Como os Bancos nos enrolam: mais uma história real.

banco 150x150 Como os Bancos nos enrolam: mais uma história real.É impressionante como os bancos agem de maneira inescrupulosa com seus clientes. A cada ano é anunciado um lucro líquido superior ao ano anterior, mas mesmo assim eles não se cansam de agir com base numa filosofia ética duvidosa e faturam milhões de clientes menos esclarecidos.

O fato de hoje aconteceu com meu pai, ele tem conta corrente em um grande banco e uma aplicação em CDB no qual faz aportes mensais. Ele não conhece nada de investimentos e não faz uso da conta corrente deste banco. Não tem talão de cheque e cartões, ele não precisa.

Recentemente foi enviado a sua residência dois cartões de crédito, um de cada uma das duas grandes bandeiras. Como é praxe, os cartões precisavam ser desbloqueados através de um número 0800. Tal desbloqueio não foi feito, afinal ele não tinha interesse em fazer uso dos cartões. Ele veio conversar comigo e foi esta a orientação que eu lhe dei: os cartões estão bloqueados, basta destruí-los e ignorá-los já que você não fará uso deles.

Semana passada ele me liga dizendo que chegou uma fatura do banco, que o valor era pequeno, e me perguntou se deveria pagar. Respondi que não e que passaria para ver direito do que se tratava.

A cobrança era da primeira anuidade do cartão, um cartão que lhe chegou sem solicitação alguma e que não foi desbloqueado.

Liguei no 0800 para pedir estorno da fatura. Que inferno, como é difícil conseguir falar com um ser humano e não com um robô. As novas regras não obrigam ser a primeira opção do menu a de falar com um atendente? Era a opção nove (9), a última.

Mais de 1 hora ao telefone, é claro, se passando por meu pai, para poder cancelar os cartões que não foram desbloqueados. Para o estorno tive que ligar dois dias úteis depois do cancelamento. De acordo com a atendente o sistema não permitia ambas as operações no mesmo dia.

Além de eu perder um tempão com as duas ligações tive que ficar ouvindo todas as grandes possibilidades que um cartão de crédito oferece, se realmente eu tinha interesse em cancelar e qual era o motivo. Justifico que não há motivo, pois não solicitei cartão algum. Aí a situação piora, pois sou obrigado a ouvir novamente as diversas vantagens que temos ao fazer uso do crédito.

Haja paciência e tempo perdido. Procurei ser simpático, afinal a atendente é vítima do sistema.

O correto seria entrar na justiça e processar o banco pelos diversos abusos cometidos. Mas aí cai na lenta justiça brasileira para receber depois de diversas instâncias uma indenização pífia. Em 2011 entrei na justiça contra minha ex-operadora de Internet, ganhei, mas sinceramente o desgaste físico e emocional é tão grande que não sei se compensa.

Bancos e prestadores de serviço em geral, por favor, somos clientes e merecemos respeito. Sejam éticos, nos façam gostar e nos orgulhar de vocês. Garanto que assim terão muito mais clientes e lucrarão muito mais.

Fica a dica.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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