20 de junho de 2019

Descubra como calcular a rentabilidade real de seus investimentos!

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Você tem o costume de fazer o cálculo da rentabilidade real das aplicações financeiras que realiza? Se ainda não, saiba que essa prática é essencial para poder comparar os diferentes tipos de investimentos e, com conhecimento de causa, decidir pelo que oferece a melhor relação de custo-benefício. Afinal, nem sempre uma rentabilidade de 15% ao ano, na prática, será maior do que uma de 10% no mesmo período. Achou estranho? Pois saiba que isso é possível quando alguns custos “sugam” o retorno. Confira em seguida como calcular a rentabilidade real de investimentos e saiba por que você deve comparar as aplicações!

Taxa de juros x inflação

Muita gente, quando vai decidir onde colocar as economias, só olha a taxa de juros de retorno sobre o investimento e esquece outros detalhes importantes, como a inflação do período. Se os juros fazem o seu dinheiro crescer, a inflação, ao subir os preços em geral, faz o poder de compra diminuir. Por isso, esses dois fatores devem ser considerados em todos os tipos de investimentos. Afinal, se a poupança rende 7% em um ano, mas a inflação no período foi de 9%, na prática, significa que houve perda em vez de ganho real.

Fatores que interferem no retorno sobre o investimento

No mercado financeiro, geralmente risco e rentabilidade caminham juntos. Por exemplo, as modalidades de investimento de renda fixa, como poupança, títulos públicos, certificados de depósito bancário (CDBs) entre outras, por terem riscos baixos, oferecem taxas de retorno não tão grandes. Já aplicações de renda variável, como ações, por terem mais risco podem render muito, embora o investidortambém possa perder dinheiro. Além dos juros e da inflação, que mencionamos anteriormente, o tempo da aplicação, os custos operacionais e a tributação são outros fatores que interferem na rentabilidade real de um investimento.

Como calcular a rentabilidade real

Para calcularmos a rentabilidade real de uma aplicação financeira, temos que somar o valor inicial (o chamado “Principal”) mais o valor ganho com a rentabilidade, descontados tributos, inflação e eventuais taxas e outros custos operacionais. Se o objetivo do investidor é comparar antes de aplicar o dinheiro, alguns dados serão variáveis, como a inflação e a tributação. No caso de algumas aplicações de renda fixa, as taxas de Imposto de Renda variam de 22,5% a 15%, conforme o tempo do investimento. Já as taxas de administração de alguns fundos podem chegar a 2% ao ano.

Imagine que você adquiriu um título público prefixado (aquele em que a taxa de juros é combinada no ato da contratação) que rende 16% ano. Você ficou com esse título durante 365 dias e decidiu vendê-lo. Nesse caso, pagará de IR uma taxa de 17,50% sobre o ganho da aplicação, além de custos operacionais, como a taxa de administração do banco ou da corretora onde fez o investimento e a taxa de custódia da BM&F Bovespa. No final das contas, se a inflação for alta no período, vale mais a pena investir em outra modalidade de tesouro, como o título IPCA+, que oferece uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação no tempo da aplicação.

Como você percebeu, antes de escolher um tipo de investimento, é importante comparar uma série de fatores até se chegar à rentabilidade real de cada aplicação.

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