17 de fevereiro de 2019

Foque a solução, não o problema!

Começo com uma pequena história.

Quando os EUA e a Rússia começaram suas aventuras espaciais tiveram um problema: A caneta não escrevia devido à falta de gravidade. A tinta subia e não era possível fazer anotações no espaço.

Os estadunidenses gastaram milhões para resolver o problema e criam uma caneta que escrevia em gravidade zero.

Os russos focaram a solução: levaram um lápis.

Perceba que ideias simples são capazes de resolver grandes problemas. Só que o problema deve ser muito bem identificado. Uns imaginam que o problema é a caneta, outros descobrem que o problema é não conseguir escrever e que a caneta é apenas uma ferramenta. É mais fácil mudar a ferramenta do que adaptá-la.

caneta Foque a solução, não o problema!

O que quero dizer hoje é que identificar o problema já é metade da solução. Muitas vezes se perde um tempo imenso querendo solucionar algo que pode simplesmente ser eliminado do processo.

Organizações focadas no processo, com uma visão administrativa mecanicista tem dificuldades em perceber isso. Seus administradores estão preocupados em seguir as regras, sem seguir as atividades que levam a solução do problema. Deveriam esquecer o processo e focar esforços nos resultados esperados.

Aonde se quer chegar?

Tenha claro esta resposta em mente, aí sim você conseguirá se preocupar menos com o processo e mais com a solução do problema.

Eu, escrevendo parece até fácil, mas na prática não é tão simples assim. Somos viciados em fazer as mesmas coisas, em seguir regras. Elas nos dão segurança.

Nossa maneira de administrar é extremamente burocrática mecanicista. Somos máquinas programadas para fazer sempre a mesma coisa. Tá bom, não é para tanto. Será? Até para irmos ao trabalho, ao cinema, a escola, fazemos sempre os mesmos caminhos, temos sempre as mesmas rotinas. Pense nisso.

A metáfora cerebral administrativa foca a solução com menos ênfase no processo. Importa ideias da cibernética e faz separação entre o “aprender” e o que chama de “aprender a aprender”.

 Foque a solução, não o problema!

O “aprender” usa um circuito simples: sente monitora e detecta erros; relaciona tudo isso com as regras existentes; detecta erros de acordo com as normas e inicia as ações corretivas quando necessárias.

O “aprender a aprender” sente monitora e detecta erros; relaciona tudo isso com as regras existentes; questiona se as normas estão adequadas ao contexto atual e inicia ações adequadas para a solução.

Focar soluções é questionar as regras, é se perguntar por que devo fazer isso desta maneira. É não aceitar o óbvio, é ir além do senso comum e procurar alternativas inovadoras para resolver problemas.

Aprenda a aprender a aprender.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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