25 de junho de 2019

No que investir neste segundo semestre de 2011?

allocation 150x150 No que investir neste segundo semestre de 2011?A bolsa de valores, pelo andar da carruagem, continuará caindo durante este segundo semestre do ano. As corretoras lançam mensalmente seus papeis recomendáveis com projeções de valorização que sinceramente são tão válidas quando a de um bêbado no boteco da esquina. Mas tudo bem, elas lucram com corretagem e estão na função delas.

Sendo bem sincero, sendo seu objetivo o curto prazo sou taxativo: Fuja da bolsa. Não vejo grandes perspectivas pelo menos até o final de 2012. A inflação fora do centro da meta do governo assusta e afasta o investidor, fora o cenário internacional com risco de moratória até mesmo do todo poderoso EUA. Se você for precisar do dinheiro no curto prazo o melhor é investir em renda fixa. Se o destino do dinheiro tiver prazo determinado aí é uma certeza, renda fixa é a escolha certa.

Minha recomendação em renda fixa é sempre a mesma: Tesouro Direito. Numa análise risco versus retorno eu não tenho dúvida que é a melhor escolha. Caso você esteja disposto a correr risco maior poderá optar pelo CDB do Banco Sofisa, o prêmio pago pelo risco está bem atrativo e a propaganda deles bem agressiva. Em resumo, estão fazendo sucesso. O meu amigo Guilherme escreveu sobre o CDB deles em seu blog, o Valores Reais. O texto ficou maravilhoso e a leitura não é nem recomendável, é obrigatória. Clique aqui e leia.

Agora se você está investindo com uma visão mais longínqua, aí a bolsa de valores está numa momento bastante favorável, com preços bem atrativos. Algumas empresas estão com descontos fantásticos. Buffett diria que é comprar 1 real por, digamos, 0,60 centavos.

Agora, precisar quais empresas irão se valorizar no futuro não é possível. A análise fundamentalista de empresas nos fornece parâmetros para a tomada de decisão, mas o futuro é sempre incerto e não há análise que lhe dê 100% de garantias. Por isto da importância de diversificar sempre seus investimentos, a diversificação em diversos ativos dilui o risco e potencializa os retornos.

Comprar diversas empresas é uma forma de diversificar na bolsa de valores, e para isto nada melhor que ao invés de comprar papel por papel comprar um ETF.

ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de índice que busca replicar algum índice conhecido, o Ibovespa, por exemplo; ou procura agrupar um conjunto de empresas com características semelhantes, pequenas empresa, as small caps, outro exemplo; ou ainda agrupar papeis de empresas de algum setor da economia como o de consumo ou imóveis.

Investir em ETF é uma das formas de diversificar em renda variável, uma forma que recomendo por apresentar diversas vantagens a nós investidores. Mas não vou escrever sobre estas vantagens, pois o meu amigo Henrique Carvalho escreveu recentemente um texto completo e didático sobre os ETFs no HC Investimentos, clique aqui e leia o texto.

Desculpe caro leitor eu não estar escrevendo sobre o CDB do banco Sofisa e sobre as vantagens dos ETFs, mas não vejo sentido em ficar reinventando a roda quando já existem textos tão completos e recentes sobre o tema e escritos por escritores tão bem qualificados para discorrer sobre o assunto.

O que posso lhe dizer para ir finalizando esta reflexão é que tenho seguido minha estratégia sem me desviar dela. Como meus objetos são todos de longo prazo, meu colchão de segurança está cheio e vivo uma vida à vista, continuo comprando ETF e papeis de algumas empresas bem fundamentadas que acredito que apresentarão resultados satisfatórios no futuro. Com a desvalorização da bolsa de valores tenho feito alguns aportes adicionais, aportes que a princípio seriam em renda fixa, mas que estou aproveitando a baixa para pagar barato.

Resumindo, continuo investindo mensalmente na bolsa de valores e aproveitando o preço descontando para realizar alguns aportes adicionais.

Boa semana e bons investimentos.

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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