25 de junho de 2019

Que país é este…

O judeu Daniel quando escravo na Babilônia ficou famoso por interpretar os sonhos do Faraó. Isto lhe permitiu assumir posições importantes no império babilônico. Porém, diz a narrativa do livro que leva o seu nome, que “resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei…”.

Infelizmente, facilmente, nossos governantes se contaminam com a boa comida do rei. Eles vendem a alma por mais poder e dinheiro e governam não pensando em servir, mas em enriquecer e se perpetuar no poder.

As ações dos nossos políticos são meticulosamente planejadas para favorecerem a si mesmo e seus pares. Nossa presidente toma decisões com forte apelo eleitoreiro. O ministério da Fazenda procura vender uma estabilidade econômica inexistente. A verdade é que Guido Mantega não tem credibilidade nenhuma e os empresários não confiam em sua capacidade de tomar decisões econômicas favoráveis ao Brasil.

Uma estratégia daqueles que não conseguem trazer a discussão para o plano das ideias e da racionalidade é desqualificar qualquer posição contrária a que foi tomada. Durante o regime militar, no governo Médici, o slogan “Brasil: ame-o ou deixe-o” foi uma forma de não-argumento contra qualquer um que quisesse contestar a posição adotada pelo governo. Dilma faz apelo semelhante quando afirma que quem é contra o “Mais Médicos” é contra o Brasil. Que quem é contra o regime de partilha, que segunda ela foi um sucesso, realizado pela Petrobras é contra o Brasil. Como não consegue argumentar favoravelmente se apela, e todo argumento contrário é ir contra o Brasil.

Ser de direita é um pecado e se faz uma parolagem século XXI. Parolagem era o nome dado à troca de votos por favores. Hoje esta fraude é rigidamente fiscalizada. A maneira foi institucionalizar e dar um nome social mais pomposo.  Que tal “Bolsa Família”!?

economic freedom Que país é este...

O governo Dilma não é ruim. É péssimo. Não há empresário que queira aqui empreender. As regras mudam ao movimento dos ventos. O protecionismo é absurdo. Ao invés de facilitarmos o empreendedorismo através de políticas de incentivo à criação de empresas nossa burocracia burra somente afugenta o investidor. Aqui se paga taxas e impostos antes do lucro. No ranking dos 75 países mais protecionistas o Brasil ocupa a posição de número 67.

A carga tributária brasileira cresce absurdamente. Hoje é mais de 36% do Pib enquanto nos EUA é menor que 25% e no Japão não passa de 27%. É verdade que alguns países europeus possuem cargas tributárias ainda maiores que a nossa, mas há de se destacar que primeiramente eles se tornaram ricos para depois serem assistencialistas e; existe um retorno em serviços públicos de qualidade aos seus cidadãos. Ainda se pesquisarmos o índice de liberdade econômica constatamos que é muito maior que o brasileiro. Aqui vemos uma carga tributária vexatória tendo como contrapartida o oferecimento de uma saúde péssima e uma deseducação total. Isto citando apenas dois serviços assumidos pelo Estado. Porém temos os políticos mais caros do mundo.

O que me espanta é que isto é notório para todos e ao invés de pedirmos menos governo pedimos mais. É ilusão achar que a raposa irá cuidar das galinhas. O governo não será eficiente e pró-cidadão. Quanto mais solicitarmos serviços públicos mais impostos pagaremos e mais inchada a máquina pública se tornará. Veja a cidade de São Paulo. Com os protestos de junho o aumento da passagem foi revogado. Qual medida foi tomada? Enxugar cargos de confiança para a redução de despesas? Claro que não. É mais fácil aumentar o IPTU e tarifar o cidadão por outros meios. Não quer pagar através do vale transporte? Tudo bem, mas pague através do IPTU então.

Podemos esperar mudanças com as eleições para presidente em 2014? Infelizmente não. O governo PT continuará realizando maquiagem econômica e assistencialismo parasita para passar a falsa impressão que o país vai bem. O próximo presidente, seja a continuidade ou a oposição, ao assumir em 2015 precisará tomar medidas impopulares. O gasto público precisa diminuir. O governo precisa fazer regime. Mas o modelo parasita foi institucionalizado e se tornou jus. Assim qualquer governo que tente mexer nesta colmeia tomará diversas picadas das abelhas.

O cidadão sempre espera o messias e o próprio governo é o culpado ao se apresentar como tal. Para um país crescer sustentavelmente, para as famílias deixarem de ser pobres e criarem riqueza, é preciso uma programa sério de planejamento familiar. Para se colocar uma criança no mundo é preciso um macro planejamento. Amor não basta. Não se vive apenas de amor. Os pais têm seus filhos e reclamam da falta de creche. Realmente há um déficit e todos sabem disso. O mais coerente é não ter filho se para cuidar dele é necessário depender de uma creche que não existe. Ah, mas é uma obrigação do governo! Pode até ser, mas ele não a cumpre. E se ele não cumpre e os casais continuam a ter mais filhos, me desculpe a sinceridade: é burrice, e burrice crônica.

Muitos não conseguem se autossustentarem e insistem em ter filhos e jogar toda a culpa no Estado.

Quer ajudar na melhora do país? Então pare de acreditar no governo assim como você deixou de acreditar em papai Noel. Planeje sua vida de maneira a não depender da assistência do Estado para nada. Planeje sua aposentadoria, a educação dos seus filhos e invista em educação. Somente um cidadão educado mudará o Brasil.

“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Paulo Freire

O Brasil cada vez mais se aproxima de um modelo socialista. E este modelo não funciona. Ele pode se apresentar favorável para alguns no início, mas não é sustentável e rapidamente leva um país a falência. Não existe um modelo socialista que deu certo em todo o mundo, todos foram à bancarrota. Todos.

Boa semana!

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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