25 de junho de 2019

Portais de educação podem ser alternativas ao mau desempenho de escolas brasileiras

A suspeita de que os alunos de escolas públicas brasileiras aprendem cada vez menos tem comprovações estatísticas: de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a distância entre os estudantes de instituições públicas e privadas, que era de 109 pontos em 2006, chegou a 121 em 2009. Além disso, na semana passada foi divulgado o resultado de um teste de matemática realizado em 44 países, onde o Brasil ficou na 38ª posição, conforme publicado pelo G1.

Esses números demonstram que, enquanto os alunos de instituições particulares alcançam nível 3 na escala de proficiência, os estudantes das públicas não conseguem sair nem do nível um.

Em 2010, o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos, da Unesco, demonstrou que o país tem índices de repetência e abandono escolar que figuram entre os mais altos da América Latina. Naquele ano, o índice de repetência no ensino fundamental do país era de 18,7% – bem acima da média mundial, que é de 2,9%. Segundo os dados, aproximadamente 13% dos alunos brasileiros abandonam a escola logo no primeiro ano.

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Nesse cenário, faz sentido que pais e professores busquem alternativas para a melhoria do ensino. Quem consegue, matricula, sem titubear, o filho em uma escola particular. Para as famílias com rendas menores, porém, restam opções menos convencionais, mas que têm se revelado agradáveis surpresas. Em todas as elas, a Internet é um das principais ferramentas, sendo usada em diversos aspectos da educomunicação e demonstrando os mais diferentes resultados.

A Internet é mecanismo que estreita distâncias e propicia relacionamentos capazes de enriquecer os processos educacionais, além de ser a principal fonte de pesquisa da atualidade. O próprio Google fornece aos usuários o Google Acadêmico, por meio do qual é possível encontrar artigos e diferentes publicações de autores do mundo inteiro.

Outra saída para alunos de ensino médio é o Descomplica, um portal que transmite diariamente vídeo-aulas sobre todas as matérias que são ensinadas na escola. Assim, servem como um reforço não só para as aulas, mas principalmente para vestibular, especialmente para os que buscam uma vaga em universidade públicas.

Com o passar do tempo, a própria web evoluiu e, hoje mais do que nunca, além de geradora de conteúdos ela é importante ferramenta para o compartilhamento de materiais, troca de ideias e de ajuda com dúvidas.

Obviamente, os vários portais voltados à facilitação da aprendizagem não são suficientes para suprir as deficiências do ensino público nacional, mas funcionam de modo eficiente no que diz respeito à complementação de conteúdos por meio de reforços, monitorias e aulas online, por exemplo.

Artigo escrito pela leitora Isabel M. Lyra

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Jônatas Rodrigues da Silva

Administrador na Universidade Federal de São Carlos e professor do Estado de São Paulo no Centro Paula Souza. Autor do livro Método para a Educação Financeira: da Sensibilização à Ação.

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