Diversificação dos investimentos.

Equipe Efetividade · 3 min de leitura
Diversificação dos investimentos.

Um assunto mal compreendido e menos ainda praticado é a diversificação dos investimentos.

Muitos investidores acreditam estar diversificando ao compor o portfólio com diversas ações, mas a correta diversificação acontece com a escolha de ativos de baixa correlação para compor a cesta diminuindo assim o risco. É ingenuidade achar que a diversificação está na quantidade de ativos presentes na carteira.

Ao comprar papéis de grandes bancos para compor a cesta de ações não se está diversificando, pois pertencem ao mesmo setor e possuem forte correlação. Quando o preço do papel de um deles cai os demais seguem no mesmo sentido. Até mesmo quando o problema é específico de um banco, todos os demais sofrem a perda com ele. Aumentar o número de empresas de um mesmo setor, portanto não é diversificar e sim aumentar o volume de ativos, coisas bem diferentes. O risco setorial levará todos eles a uma mesma tendência e nem mesmo o risco específico ameniza a perda, pois como falei o problema de um tende a influenciar o preço da ação de todos eles.

O mercado brasileiro ainda é imaturo e nos faltam bons produtos. Falta, por exemplo, um ETF de Fundos Imobiliários. Seria maravilho um ETF composto por 30 fundos e que reinvestisse os yields. Para o investidor em fase de acumulação é o ideal, pois ele não deseja fazer uso do yield e o reinvestimento automático seria trabalho poupado.

Agora o incauto investidor acredita haver milagre nos investimentos. Com apenas R$ 5 mil não é possível grande diversificação, sendo as opções de escolha relativamente simples. Eu diria se o foco é o longo prazo, compre o ETF PIBB; se o valor tem destino e data certa, compre título público, LFT ou NTNB ou ainda aplique na velha e boa caderneta de poupança. Sinceramente não há muito que fazer.

Outro sonho louco é querer enriquecer com aplicações financeiras. O objetivo deve ser a busca da independência financeira através de investimentos mensais ao longo dos anos. É poupar e investir mês-a-mês para no longo prazo viver dos rendimentos. Ninguém fica rico com aportes mensais.

A alocação de ativos tem como função a diminuição do risco e ela é realizada ao compor a carteira com investimentos de baixa correlação entre si. Os ativos correlacionados diminuem o risco setorial ou específico, mas não podemos classificar como alocação de ativos a prática de ampliação do número deles, chamamos de alocação de ativos a estratégia que compõe uma carteira de investimento de forma a amenizar o risco (volatilidade) através da escolha de ativos de baixa correlação.

Para terminar cito apenas dois ativos de baixa correlação: IBOV e Dólar. Note que a subida do IBOV provoca uma queda na cotação da moeda americana, ela é considerada um ativo de proteção, pois tende a subir em momentos de estresse do mercado de ações. O ouro é outro ativo protetor e investidores buscam sua segurança em momentos de crise.

Quer entender mais sobre alocação de ativos. Conheça o eBook do economista Henrique Carvalho, especialista em alocação de ativos.

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